Depois do isolamento social, o coworking ainda vai fazer sentido?

Depois do isolamento social, o coworking ainda vai fazer sentido?

O modelo de coworking tinha crescimento consistente desde 2015 e, no ano passado, registrou alta de 25%, chegando ao número recorde de 1.497 espaços. Mas, apósfim da quarentena do novo coronavírus, será que as pessoas ainda vão querer compartilhar escritórios?

Para especialistas da área, sim. “É uma solução que faz muito sentido e agora ainda mais, porque as empresas estão vendo que o trabalho remoto é viável”, afirma Fernando Aguirre, cofundador do Coworking Brasil.Org, entidade que reúne mais de 800 coworkings do Brasil.

Entre as vantagens do modelo estão a flexibilidade nos espaços e nos contratos, a oferta de serviços e infraestrutura, a redução de gastos em comparação com um escritório próprio e a possibilidade de networking entre os usuários. Todos esses fatores contribuem para que as perspectivas sejam boas para o cenário pós-pandemia, segundo Aguirre.

“Vai haver um novo público, que são empresas que nem cogitavam a ideia de não ter um escritório próprio, mas, por causa dos custos e da crise, serão obrigadas a abrir mão dele. Os empresários vão pensar duas vezes antes de entrar em contratos de longo prazo e vão procurar soluções mais flexíveis”, prevê.

Retomada já começou

Durante o período de isolamento social, a maioria dos coworkings paralisou suas atividades, mas, com a flexibilização da quarentena em algumas cidades, a retomada já começou. 

No site BeerOrCoffee, plataforma que conecta potenciais clientes (empresas e pessoas físicas) a mais de mil coworkings no Brasil, a busca por espaços cresceu 60% na primeira quinzena de junho em comparação com o mês anterior. 

“Após a pandemia, as empresas vão adotar novas formas de trabalho e uma das tendências é o ‘close to home’, trabalhar perto de casa para diminuir deslocamentos”, afirma Roberta Vasconcellos, CEO da plataforma de coworkings. 

Empresários do ramo já estão sentindo aumento na demanda. Sergio Soares dos Santos, dono da KPI Virtual, coworking de Guarulhos, é um deles. “Houve crescimento na busca pelo serviço de domicílio fiscal para empresas Já temos 80 clientes nesse segmento e as perspectivas são boas”, declara.

Na CWK Coworking, que tem três unidades em Belo Horizonte e uma em São Paulo, além do aumento da procura pelo serviço de domicílio fiscal, também subiu a busca por salas privativas para empresas. 

Bruna Lofego, sócia da rede e consultora na área, ainda vê outra oportunidade de negócio no segmento. “O coworking também será uma alternativa para donos de imóveis ociosos que precisarem rentabilizá-los”, diz. 

Oportunidades para sobreviventes

Se o futuro parece promissor para os coworkings, vale ressaltar que talvez nem todos consigam aproveitar as oportunidades. Assim como outros setores da economia, o segmento foi muito afetado pela pandemia e tem empresas em dificuldades.

Pesquisa da Coworking Brasil.Org realizada em abril mostrou que 30% empresas da área tinham apenas um mês ou menos de caixa disponível.  

Em meio à pandemia e a uma crise interna, a WeWork, uma das gigantes do setor no mundo, anunciou o fechamento de unidades no Brasil. Nas mais de 20 unidades que continuarão abertas, foi adotado um novo protocolo para a retomada das atividades, com ajustes no layout dos escritórios para proporcionar distanciamento, higienização reforçada e sinalização para orientar as pessoas sobre como se comportar nos ambientes para diminuir riscos de contaminação.

“Neste primeiro momento, as mudanças nos coworkings serão mais simples devido à condição econômica, mas em breve vamos ver a antecipação de tendências e a implementação de tecnologias de baixo contato, como portas e dispensers automáticos, sensores nos ambientes”, avalia a CEO da BeerOrCoffee. 

Por Larissa Coldibeli

Fonte: Portal Yahoo finançasPortal Yahoo finanças



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